Erros comuns na fixação de tarifas hoteleiras e como evitá-los
O check-in virtual tornou-se uma das inovações mais procuradas pelos viajantes e gestores de hotéis. Permite que o check-in seja efectuado digitalmente, sem necessidade de passar pela receção, o que acelera a experiência do cliente e optimiza os recursos do hotel.
A partir da nossa posição como fornecedor de tecnologia no sector, experimentamos em primeira mão os desafios enfrentados pelos hoteleiros e a forma como um sistema de gestão moderno pode fazer a diferença. A evolução do Hotel PMS evoluiu de uma ferramenta de controlo para um motor estratégico de eficiência, personalização e tomada de decisões com base em dados.

Este guia foi concebido para perfis que lidam com preços e receitas no dia a dia (proprietários, gestores, receitas, receção com tarefas comerciais) e que procuram melhorar os resultados sem receitas mágicas. A ideia é ajudá-lo a identificar o impacto de cada falha e quais as práticas mínimas que reduzem a incerteza. Neste trabalho, um PMS é muitas vezes útil como “centro de controlo” para centralizar dados operacionais (ocupação, levantamento, segmentos, restrições) e executar alterações de forma consistente, evitando trabalhar com peças soltas.
Sinais de que as suas tarifas não estão bem alinhadas com a procura
Antes de mexer nos preços, é importante detetar se o problema é realmente “a tarifa” ou a forma como está a ser gerida. Existem sintomas muito operacionais que alertam frequentemente para o desalinhamento entre a procura, o valor percebido e a distribuição.
Sinais frequentes e o que procurar em cada caso:
- Ocupação elevada com ADR baixo: revisões ADR y RevPAR por data e por canal; pode indicar que se está a vender demasiado cedo ou com demasiada confiança nas taxas baixas.
- Muitos picos de cancelamento: ver taxa de cancelamento, não comparências e alterações em políticas (flexível vs. não reembolsável) por canal.
- Baixa conversão na Web direta: revisões conversão, taxa de abandono e diferenças em preço/condições versus OTAs.
- Disparidade entre canais (mesmo dia, preços diferentes ou condições incoerentes): contrastes TAXA FINAL, impostos/taxas, políticas y disponibilidade por tipologia.
- O conjunto de comparsas bate-te “sem motivo aparente”.”: compare o seu posição de preço com o seu valor percebido (reputação, localização, regime, políticas), e não apenas o número.
- Recolha irregular (introduzir tudo de uma vez ou não): ver recolha diária y prazo de entrega por data para ver se o ritmo das reservas se desvia do esperado.
O objetivo destes sinais não é “confirmar que se está errado”, mas sim evitar mudanças impulsivas. Um ajustamento de preços não diagnosticado pode corrigir um dia e piorar o mês seguinte.
Erro: fixação de preços “a olho” sem regras e dados (e como criar um quadro mínimo)
A intuição pode ajudar, mas quando substitui um quadro de decisão, surge a incoerência: toda a gente altera as taxas com critérios diferentes, as pessoas reagem tarde e é difícil aprender. Um quadro mínimo não promete resultados, mas reduz a margem de erro e torna as suas decisões comparáveis.
Um esquema simples para passar do “a olho” ao “por método”:
1. rever o calendário
A adaptabilidade permite que as equipas de vendas ajustem as suas estratégias de acordo com as tendências e preferências dos clientes. Num mercado em mudança, é vital que a equipa de vendas responda rapidamente às expectativas dos clientes, maximizando as oportunidades de conversão.
2. fontes básicas de informação
- Histórico por estação do ano e dia da semana.
- Recolha e prazo de entrega.
- Acontecimentos locais e comportamento do mercado.
- Desempenho por canal e segmento.
3. Regras simples para evitar os extremos
- Bandas tarifárias (mínimo-máximo razoável por tipologia).
- Etapas por ocupação (aumentos graduais quando são atingidos determinados limiares).
- Limites das alterações (evitar grandes oscilações sem razão aparente).
Com um PMS, parte deste quadro torna-se mais fácil de sustentar: a disponibilidade real por tipologia, a ocupação por data, as restrições aplicadas e a rastreabilidade das alterações estão frequentemente num único local, reduzindo as decisões baseadas em dados dispersos.
Que dados são “essenciais” para a decisão sobre a taxa diária
Para não decidir às cegas, tente analisar pelo menos estes factores de produção (6-8) antes de tocar nos preços:
- Ocupação por data (e por tipologia, se aplicável).
- Recolha dos últimos dias e comparação com períodos equivalentes (por exemplo, a mesma semana do ano anterior ou semanas comparáveis).
- Prazo de execução (a antecedência com que o cliente faz a reserva por segmento/canal).
- Cancelamentos e não comparência por canal e tipo de tarifa.
- Mistura de canais (direto vs. OTA, e peso de cada um na data).
- Disponibilidade real por tipologia (o que lhe resta que é vendável e o que limita o seu inventário).
- Conjunto de compostos (posição e condições de preço comparáveis).
- Eventos/feiras e restrições em vigor (permanência mínima, encerramentos, etc.).
Um PMS não fornece tudo (por exemplo, o conjunto de componentes provém normalmente de um comprador de tarifas ou da observação do mercado), mas centraliza o núcleo operacional (ocupação, inventário, segmentos, restrições) e evita a tomada de decisões com “peças soltas” difíceis de conciliar.
Erro: copiar o concorrente sem compreender a sua proposta de valor
A comparação de preços parece “segura”, mas pode prejudicar a margem ou a conversão se não estiver a comparar produtos equivalentes. Dois hotéis podem estar a 800 metros de distância e competir pouco se o seu público, serviço ou políticas forem diferentes.
Erros típicos quando se copia o concorrente:
- Comparar com hotéis em outra categoria real (não apenas estrelas: serviço, estado do produto, oferta).
- Ignorar reputação e o volume de críticas (o cliente paga o “risco percepcionado”).
- Não alinhar regime (apenas alojamento vs. pequeno-almoço incluído) ou políticas (anulação flexível, não reembolsável).
- Não considerar localização atual (ligações, “zona percepcionada”, ruído, acessibilidade).
- Ajustar o preço sem revisão custo de distribuição (comissões e visibilidade do canal).
Abordagem recomendada: utilize o concorrente como referência, mas decida de acordo com a sua proposta de valor e o seu objetivo para cada data (preencher, proteger ADR, dar prioridade aos diretos, etc.). Se competir em termos de valor, uma descida reflexiva pode torná-lo desnecessariamente numa “opção barata”.
Como definir um “conjunto de componentes” útil em 20 minutos
Um conjunto prático de componentes não é uma lista perfeita; é uma lista útil para as decisões do dia a dia.
Passos rápidos:
- Escolher 5-8 hotéis (n.º 20): suficiente para o contexto, manejável para a revisão.
- Filtrar por localização e procuraque concorrem pelo mesmo motivo de viagem (negócios, lazer urbano, praia, evento).
- Alinhamento do nível de serviçoDimensão aproximada, principais comodidades, categoria percepcionada, remodelações recentes.
- Verificar OTAs e Google: ver preço, condições (cancelamento, pagamento), condições e disponibilidade em 3-5 datas representativas.
- Reputação de contrasteClassificação, volume de opiniões e temas recorrentes (limpeza, localização, ruído).
- Diferenciais de documentosO que é que tem que eles não têm (ou o contrário) e como é que isso afecta o preço?.
Aviso operacional: verificar o conjunto de compensação pelo menos trimestralmente. O mercado muda (reformas, encerramentos, alterações de posicionamento, novos concorrentes) e um conjunto “antigo” leva a conclusões erradas.
Erro: não segmentar (uma tarifa para todos e todos os dias).
Uma tarifa única para todos os segmentos e para todas as datas destrói normalmente as receitas de duas formas: deixa-se dinheiro na mesa quando a procura é forte e, ao mesmo tempo, não se oferece o estímulo certo quando a procura é fraca. Segmentar não significa complicar: significa aplicar regras mínimas a clientes com comportamentos diferentes.
Segmentações simples e muito utilizadas:
- Empresas vs lazerdiferentes necessidades e sensibilidades políticas.
- Direto vs OTAdiferentes custos de aquisição e a possibilidade de fidelização.
- Estadias longassensíveis ao preço: tendem a ser mais sensíveis ao preço total, mas reduzem o volume de negócios.
- Grupos: exigem um controlo das quotas e condições específicas.
- Fim de semana vs. meio-de-semanaalterações nos motivos de viagem e no padrão de compra.
- Época alta/baixanão só por calendário, mas também por eventos e voos.
A segmentação aumenta o controlo e reduz a dependência de descontos genéricos. A chave é manter a gestão: poucos segmentos, regras claras e medição.
Segmentos típicos e que variável muda normalmente em cada segmento
Estas são tendências, não leis. Cada hotel deve ajustar-se ao seu historial (tempo de espera, cancelamento, combinação de canais e reputação).
| Segmento | Sensibilidade habitual | O que muda normalmente | Recomendação geral |
|---|---|---|---|
| Empresa | Baixa para o preço, alta para a flexibilidade | Política de cancelamento, condições de pagamento | Dar prioridade à coerência e à disponibilidade nos dias úteis; evitar descontos indiscriminados. |
| Lazer | Médio-alto pelo preço | Pacotes, valor acrescentado, condições | Reforçar o valor (pequeno-almoço, check-out tardio) em vez de uma simples redução de preços. |
| Direto (web/telefone) | Variável; valores confiança | Prestações e condições | Manter a coerência e as vantagens razoáveis (melhor política ou extras) sem quebrar o posicionamento. |
| OTA | Preço elevado e visibilidade | Promoções, tarifas móveis, regras de inventário | Controlar a comissão e a paridade; impedir que a OTA “vença” o seu sítio Web através da configuração. |
| Longa estadia | Sensível ao total, menor rotatividade | Desconto moderado, restrições | Utilizar condições claras e comparar o impacto no ADR/RevPAR e operacional (limpeza, rotação). |
| Grupos | Negociação, risco de impasse | Quotas, depósitos, prazos | Define regras de libertação e um preço mínimo razoável para o custo e a oportunidade. |
Estas são tendências, não leis. Cada hotel deve ajustar-se ao seu historial (tempo de espera, cancelamento, combinação de canais e reputação).
Erro: não verificar a paridade e a coerência entre canais
A incoerência entre canais não só confunde o cliente, como também leva à perda de margens e à perda de controlo. Muitas vezes, não se trata de uma “decisão estratégica”, mas de um problema de configuração: mapeamentos, impostos, promoções automáticas ou condições diferentes.
Problemas comuns:
- Diferenças pautais para mapeamentos incorrectos entre tipologias ou planos tarifários.
- Impostos/taxas apresentados de forma diferente (preço final não comparável).
- Promoções mal configuradas (descontos que são aplicados onde não são aplicáveis).
- Comissões não cobertas quando se compara o “preço líquido” com o “preço público”.
- Pacotes inconsistentes (um canal inclui o pequeno-almoço, outro não, ou políticas diferentes).
- Inventário mal distribuído (encerramentos ou quotas que conduzem a um excesso de vendas ou a uma perda de procura).
Um PMS ajuda frequentemente a reduzir estes erros, centralizando as regras de inventário, as tipologias e as restrições, e fornecendo a rastreabilidade das alterações. Se for igualmente coordenado com um gestor de canal, a dependência de repetidos ajustamentos manuais é minimizada.
Lista de controlo rápida para a revisão semanal das tarifas por canal
Rotina curta para manter a consistência:
- Escolher 3-5 datas-chaveAs datas disponíveis são as seguintes: próximas (7-14 dias), um fim de semana forte e uma data fora de época alta.
- Comparar web vs OTAsPreço final, condições, condições de anulação e de pagamento.
- Verificar impostos e taxas (o que cada canal inclui e como é apresentado).
- Verificar códigos promocionais e o seu âmbito de aplicação (datas, tipologias, canais).
- Verificar tarifas móveis e promoções “só para aplicações” nas OTA.
- Confirmações restrições (estadia mínima, CTA/CTD) por canal e por tipologia.
- Valida disponibilidade reais por tipo de quarto (para evitar disparidades ou encerramentos não intencionais).
Erro: descontos e promoções não direcionados (apenas “começar a vender”).
O desconto nos preços pode aumentar as reservas, mas nem sempre melhora as receitas ou a rentabilidade. Sem um objetivo concreto e uma medição mínima, o desconto torna-se um hábito e corrói a ADR, a perceção de valor e a capacidade de aumentar os preços em datas fortes.
Um desconto razoável serve normalmente um objetivo, por exemplo:
- Ativar a procura nas datas de menor afluência sem contaminar as datas de maior afluência.
- Impulsionar o canal direto (melhorando o custo de distribuição) sem quebrar a coerência.
- Aumentar a estadia média (menos lacunas, menos rotatividade) em períodos específicos.
Exemplos prudentes (indicativos, não universais):
- 10% móvel com condições claras e datas selecionadas, se o canal móvel proporcionar uma conversão incremental.
- Reserva antecipada limitados (por quota ou janela), para captar a procura antecipada sem ceder margem em datas que se esgotariam por si só.
- Pacote de valor acrescentado (check-out tardio, estacionamento, pequeno-almoço), quando proporciona uma diferenciação sem reduzir tanto o preço “puro”.
A ideia é simples: uma promoção deve ser específica (qual a data, qual o segmento, qual o canal) e mensurável.
Como avaliar se uma promoção funcionou realmente
Para evitar o auto-engano de que “funcionou porque entraram reservas”, ele avalia:
- Aumento líquido das reservas em comparação com um cenário de base (período comparável).
- ADR e RevPAR durante a promoção vs. esperado sem a promoção (ou vs. datas comparáveis).
- Custo de aquisição por canal (comissões, despesas de marketing, se aplicável).
- Cancelamento e não comparênciauma promoção pode aumentar as acções “frágeis”.
- Estadia média e mistura de tipologias: se melhorar a estrutura de ocupação.
- DeslocaçãoQuantas reservas teriam sido efectuadas sem um desconto (canibalização).
A comparação com períodos equivalentes (mesmo dia da semana, estação do ano e contexto dos acontecimentos) dá geralmente uma leitura mais fiável do que olhar apenas para o “antes vs. depois” sem ajustamentos.
Erro: ignorar a recolha e reagir tarde (ou demasiado cedo).
A recolha é, numa linguagem simples, como uma data é preenchida ao longo do tempoQuantas reservas estão a chegar todos os dias para uma data futura e com que antecedência. Ignorar isto conduz a dois erros opostos: descer tarde, quando não há espaço para reagir, ou subir demasiado cedo e abrandar a procura.
Boas práticas operacionais:
- Ver a recolha por janelas antecipadamente (por exemplo, 0-7, 8-21, 22-60 dias) de acordo com a sua realidade.
- Ajusta-se da seguinte forma gradual se o ritmo é superior ou inferior às expectativas.
- Evite mudanças diárias abruptas sem motivo: geram instabilidade interna e dificultam a aprendizagem do que funcionou.
Regras simples de ocupação e de ajustamento para o dia seguinte
Exemplo ilustrativo (cada hotel deve adaptá-lo ao seu historial e ao seu mercado):
- A 30-21 diasse a ocupação for superior a um limiar (por exemplo, 50-60% consoante a estação do ano), considerar pequenas subidas e restrições de revisão.
- A 14-7 diasSe o pick-up acelerar e a ocupação ultrapassar outro limiar (por exemplo, 70-80%), aplicar outro passo e assegura a disponibilidade das tipologias mais procuradas.
- A 3-0 diasA título de exemplo: decidir com base no stock remanescente e no custo de aquisição; evitar a “desclassificação reflexiva” se o que resta são tipologias de primeira qualidade ou se o canal mais provável é o de alto custo.
Estas percentagens são apenas um quadro mental. O que é importante é que exista uma lógica repetível (ocupação + adiantamento + taxa de levantamento), não o número exato.
É aqui que um RMS (Sistema de Gestão de Receitas) pode fazer a diferença.
Ao contrário de uma verificação manual pontual, um RMS analisa continuamente os padrões de recolha, tempo de espera, histórico, ocupação e outros padrões de procura para propor ajustamentos de preços com antecedência e de forma consistente. Não substitui a avaliação das receitas ou da gestão, mas ajuda a detetar alterações nas tendências antes de estas se tornarem evidentes e a evitar reacções tardias ou demasiado bruscas. Se for bem utilizado, um RMS proporciona rapidez, consistência e uma base objetiva para decidir quando aumentar, quando manter e quando ajustar as tarifas de acordo com a procura real.
Erro: não utilizar restrições quando adequado (estadia mínima, CTA/CTD, encerramentos)
O preço não é a única alavanca. Em datas de elevada procura ou padrões de estadia específicos, as restrições ajudam a evitar “lacunas”, melhoram a estadia média e protegem a disponibilidade para reservas de valor mais elevado.
O que procurar:
- Uma restrição pode melhorar o resultado se encomendar a procura de estadias que se adaptem ao seu calendário.
- A utilização agressiva e descontrolada pode conversão inferior (especialmente nos canais em que o cliente compara rapidamente).
- A abordagem mais prudente consiste em aplicar restrições em datas e tipologias específicas, com revisões frequentes.
Casos típicos em que uma restrição melhora o resultado
Situações típicas:
- Fins-de-semana prolongados e fins-de-semana prolongados com elevada procura para 2-3 noites.
- Evento local (concerto, feira, congresso) onde se concentra a procura.
- Poucas unidades disponíveisproteger o inventário para estadias de maior valor.
- Tipologias de prémiosEvite vendê-los por uma noite se isso penalizar o resto do calendário.
- Datas com risco de “lacunas” entre reservas (por exemplo, as entradas/saídas estão muito desalinhadas).
- Padrões claros de procura (o seu mercado compra 2 noites, mas recebe 1 noite que quebra a sequência).
Erro: esquecer os custos e a margem (aumentar a ocupação a qualquer preço).
Receita não é o mesmo que rentabilidade. Aumentar a ocupação com tarifas muito baixas pode aumentar a RevPAR a curto prazo, mas piorar a rentabilidade se o custo total de captar e servir essa reserva exceder a margem gerada.
Conceitos operacionais a considerar:
- Custo de distribuiçãoComissões OTA, intermediação, promoções pagas.
- Custos variáveis por quarto ocupado: limpeza, lavandaria, amenidades, energia, reabastecimento.
- Custos de funcionamento suplementarespessoal suplementar, horas adicionais, picos de trabalho.
- Risco de cancelamento/não comparência orientada para as políticas: uma tarifa “barata e flexível” pode aumentar o volume mas reduzir as receitas efectivas.
Sem entrar em finanças complexas, é útil definir um taxa mínima razoável por tipologia e por canal: limiar abaixo do qual a reserva deixa pouca margem ou mesmo a destrói. Em caso de dúvida, é aconselhável consultar o responsável pela contabilidade/gestão.
Quais os custos a considerar antes de lançar uma tarifa “muito baixa”?”
Lista de controlo mínima:
- Comissão OTA e custos de visibilidade/promoção associados (se aplicável).
- Custo variável por estadia (limpeza, lavandaria, comodidades, energia).
- Custo do cancelamento/não comparência (impacto real de acordo com a sua história e políticas).
- Custo incremental de pessoal se esta ocupação suplementar exigir reforços.
- Condições de pagamento (risco de cobrança, devoluções, fraude, etc.).
- Custo de oportunidadese essa venda barata bloquear o stock para vendas melhores.
Erro: não rever a estratégia posteriormente (sem aprendizagem)
Sem revisão, a fixação de taxas torna-se uma sequência de acções sem memória: os erros repetem-se e os resultados são atribuídos ao acaso. Um encerramento mensal (ou quinzenal em épocas muito dinâmicas) permite transformar o que aconteceu em melhores decisões.
Um quadro de revisão simples:
- 3 golpesque decisão funcionou e em que contexto (data, canal, segmento).
- 3 errosO que aconteceu, qual o sinal que foi ignorado (captação, cancelamento, comp set, etc.).
- 3 acções: definições concretas para o mês seguinte (regras, segmentos, restrições, canal).
Um PMS facilita frequentemente esta aprendizagem porque permite a elaboração de relatórios consistentes e comparativos (ocupação, ADR, RevPAR, segmentação, produção por canal) com menos esforço manual e menos risco de “versões diferentes” dos dados.
Como um PMS ajuda a reduzir os erros na fixação de tarifas (sem os transformar em vendas)
Um PMS, por si só, não define a estratégia ou “adivinha” a taxa perfeita. O seu valor, quando bem utilizado, consiste em reduzir os erros operacionais e melhorar a coerência da execução: centraliza a informação, ordena o inventário e acompanha as decisões.
Utilitários típicos relacionados com a fixação de preços:
- Centralização dos dados operacionaisocupação por data, disponibilidade por tipologia, produção por canal/segmento.
- Histórico e comparativoVer padrões por estação e dia da semana de forma mais fiável.
- Controlo de inventário e tipologias: evitar discrepâncias de disponibilidade que distorcem o preço “real” de venda.
- Rastreabilidade das alteraçõessaber o que foi alterado, quando e por quem, a fim de aprender e efetuar auditorias.
- RelatóriosAcompanhamento e mistura de ADR/RevPAR sem depender de folhas dispersas.
- Coordenação com o gestor de canais (se aplicável): menos erros de paridade, mapeamentos e regras contraditórias.
A ideia não é substituir os critérios, mas fornecer uma base de dados e de controlo para que os critérios sejam aplicáveis e repetíveis.
Funcionalidades a que deve dar prioridade se quiser melhorar a fixação de preços e o controlo
- Relatórios de ocupação, ADR e RevPARreduzir as decisões sem contexto e permitir a medição do impacto real.
- Segmentação e produção por canalajuda a evitar “uma tarifa para tudo” e a compreender a dependência da distribuição.
- Calendário operacional com regrasO sistema de gestão de riscos: facilita a aplicação de bandas, etapas e revisões sem improvisação.
- Controlo das restrições (estadia mínima, CTA/CTD, encerramentos): evitar a perda de receitas devido à falta de alavancas complementares ao preço.
- Auditoria das alteraçõesO que é que isso significa? Reduz o erro humano e permite a aprendizagem (o que funcionou e o que não funcionou).
- Integrações (gestor de canais, motor de reservas, RMS, se aplicável): reduzir as incoerências entre sistemas.
- Alertas ou avisos operacionaisajudam a detetar discrepâncias de disponibilidade, picos de cancelamentos ou alterações inesperadas.
Perguntas frequentes sobre erros na fixação de tarifas hoteleiras
Com que frequência devo verificar as tarifas do meu hotel?
Depende da variabilidade da sua procura e da sua dimensão operacional. Em muitos hotéis funciona uma rotina mista: revisão rápida frequente (diária ou a cada 2-3 dias para datas de fecho) e análise semanal para as semanas seguintes, mais um fecho mensal para aprender e ajustar regras. Não existe uma periodicidade única.
É mau baixar os preços para aumentar a ocupação?
Não necessariamente, mas descontar “só por descontar” tende a corroer a ADR e o posicionamento se não houver um objetivo claro. Antes de fazer um desconto, deve estimar o custo total (comissões e custos variáveis) e decidir o que pretende: ativar uma data fora de pico, dar prioridade ao canal direto ou aumentar a estadia média. Um desconto intencional e mensurável é mais seguro do que um corte generalizado.
O que é a recolha e qual a sua importância para o preço?
A taxa de ocupação é o ritmo a que uma data é preenchida: quantas reservas chegam ao longo do tempo e com que antecedência. É importante porque permite antecipar: se a taxa de ocupação for mais elevada do que o habitual, pode aumentar gradualmente antes de esgotar o inventário; se for mais baixa, pode ajustar-se com margem (preço, canal ou promoção) sem reagir tarde.
Como é que sei se o meu conjunto de concorrentes foi bem escolhido?
- Um conjunto de comparação é bem escolhido se os hotéis competirem pelo mesmo tipo de cliente e em condições comparáveis: localização, categoria/serviço, reputação, regime e políticas de cancelamento/pagamento. Se as suas escolhas “não se enquadrarem” na resposta do mercado, reveja o conjunto. É aconselhável actualizá-lo periodicamente porque o mercado muda (remodelações, novos hotéis, reposicionamento).
Que erros de paridade de preços são mais comuns entre a Web e as OTA?
As mais comuns têm origem na configuração: mapeamento de tipos de tarifas ou planos, impostos/taxas apresentados de forma diferente, promoções automáticas que são activadas sem controlo, tarifas móveis em OTAs e condições de cancelamento/pagamento não equivalentes. Uma lista de verificação semanal que compara datas e condições na Web com as das OTA ajuda a detectá-las antes que afectem a conversão.
Que restrições (estadia mínima, CTA/CTD) ajudam a melhorar as receitas?
São frequentemente úteis em datas de grande procura ou com padrões de estadia claros (fins-de-semana prolongados, eventos, fins-de-semana prolongados) para evitar lacunas e proteger o inventário para estadias de maior valor. Devem ser calibradas com cuidado: se forem aplicadas de forma agressiva ou sem revisão, podem reduzir a conversão. É prudente aplicá-las por data e tipo, e medir o efeito.
Um PMS pode ajudar-me a definir melhor as tarifas?
- Pode ajudar a nível operacional: centraliza a ocupação e a disponibilidade, facilita a elaboração de relatórios, a segmentação e a rastreabilidade das alterações e reduz os erros manuais nas regras e restrições. No entanto, um PMS não substitui a estratégia ou a análise de mercado. A sua principal contribuição consiste em melhorar a coerência, o controlo e a aprendizagem a partir de dados mais fiáveis.
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